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sábado, 7 de abril de 2012

A puta da Vida (Dueto Vóny Ferreira e Ana Lyra) Leitura do poema voz: VÓNY FERREIRA

A puta da vida nos afaga
nos afoga, nos nega,
nos usa depois nos joga
no vale dos rios poluídos
na ribeira dos sonho

s
sonhados, não vividos.

Puta de beira de cais
depois de nos cuspir,
nos apaixona, nos tira a paz
deflora o exausto subconsciente
sempre esquecido, carente.

Enfeitada de flores de plástico
colhidas no jardim iconoclástico
que perfumam os jazigos
já tão desejados abrigos.

Deste bordel barato
o mundo que mudo acato
onde esta puta nos dá
faceira de quatro.

Exaustos, sem saciedade,
cansados já com idade
buscamos descanso da consciência
que se tomba em reverência
que nos lembra, animalescos
quiçá grotescos, burlescos.

A puta da vida serra-nos ao meio
mostra-nos, mas não dá o seio
despe-nos o corpo sem alma
veste-nos apenas de trauma.

Resta-nos gritar no orgasmo: DESESPERO
resta-nos desejar loucos o desterro
num desabafo que sacia e estrangula
até que a terra, enfim nos engula...

Dueto de; Vóny Ferreira
e a poeta  Analyra



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