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domingo, 10 de dezembro de 2017

CAMINHOS Vóny Ferreira - mibsf









Caminhar em busca de mim é ter a certeza que não estarei só!
Caminhar... ao encontro do que me faz bem, é tudo o que preciso.
Caminharei... sim, caminharei... 
Não importam quantos estarão ao meu lado. 
Mas sim o valor dos sentimentos que nutrem pela pessoa que sou....
Vóny Ferreira _ mibsf
m.ivone b-s.ferreira

SEXTO SENTIDO Vóny Ferreira _mibsf


Da desonestidade de alguns o que mais me inquieta é a ligeireza com que vão travestindo as suas acções. 
É o desafecto com que vão desfilando na vida de outros entrando e saindo conforme as suas necessidades mais prementes. 
Será isso uma questão de critério ou uma questão de insensibilidade psicológica?
Terão essas pessoas consciência? 
Terão Sentimentos? 
Hombridade?
Tenho sérias duvidas…!
Momentos há em que me deprime imenso essa espécie de bipolaridade dominante que vai revelando o seu (ADN) envenenado de manipulações inconscientes. Já não se distingue o certo e o errado. Tudo vale nesta panóplia de interesses. Dessa embriaguez oportunista fazem o lema e o seu ópio. 
É frustrante, senhores… é horrível!
Da coerência à ambiguidade” decorre muitas vezes uma fração de segundos e tudo vale enquanto lhes for benéfico!
Salvam-se aqueles que vão saltando fora e se distanciam desse corrupio de vaidade e superficialidade. 
Vóny Ferreira _ mibsf
m,ivone b.s.ferreira . 10 de Dezembro de 2017

sábado, 9 de dezembro de 2017

MAR




os muros de espuma desse mar

aquietam-se no silêncio da lua
detonam a fome dos peixes
vão cintando apressadamente
as mandíbulas ciclónicas do vento


como bênção prostitui-se a saudade
molda-se como tributo a ansiedade
aos deuses das noites de amnésia
é enfim nessa ínfima necessidade
que reapareces como brado no fundo de mim
( Vóny Ferreira – mibsf )
m.ivone b.s.ferreira _ 2017
nota... este poema faz parte do novo livro "COMPLACÊNCIAS"
(a editar)  

Do novo livro (a publicar) II TROVA AO VENTO Vóny Ferreira_mibsf



O vento vem do sul e anda coxo
amputou o paraíso ressonando a leste
vendeu a alma ao Maomé embrutecido.


O vento não sabe que eu sofro de amnésia
que escrevo o teu nome nas noites desavindas
num analfabetismo prostrado numa prateleira.
O vento não sabe que eu choro, sorrindo
que ando calçada com pedras nos pés
num cansaço supremo de açucenas .
Vóny Ferreira _ mibsf
m.ivone b.s.ferreira - 2017

DEVIA SER PROIBIDO, DEVIA... Vóny Ferreira : mibsf


Devia ser proibido caminharmos sozinhos com a sensação pura de abandono (essa espécie de vale interminável com terríveis precipícios) convidando ao deslizamento total!
Devia ser proibido amar quem não merece sem que nos fosse facultado o livre arbítrio de escolher o términus dessa agonia silenciosa.
(“PRECIPÍCIO” é sinónimo de abismo enquanto que “PRECÍPUO” é sinónimo de essencial.)
Até nas expressões linguísticas as dificuldades são mais que muitas…! Deviam ser proibidos. Devia… sim! Apetece-me perguntar a propósito ainda deste assunto:
- Se o grafismo da palavra é tão idêntico e tão aparentemente óbvio, devia ser proibida essa tendência absurda que persiste nalguns vocábulos, em nos baralhar e dificultar o raciocínio!
O mundo, a maioria das pessoas, a vida é desconcertantemente pueril e antagónica, que horror! 
- Porque tendemos a complicar o manifestamente óbvio?
(O que é efectivamente verdade é que um rio é o PRINCÍPIO de uma nascente. 
A foz representa o início do FINAL desse mesmo rio. Tudo se transforma, porque sim.
Porque a natureza não se compadece. Porque não há eternidade nem começo sem fim.
E então? E daí? Em que ficamos? Qual é a parte que não é entendível para pessoas estúpidas como eu?

(Se é tão simples assim? Como dois e dois serem quatro. Para quê complicar o óbvio?
Ah… mas eu continua a ser teimosa, eu sei…
Devia ser proibido o raciocínio dos cérebros robotizados. A simultaneidade dos frios com os mais emotivos. O pragmatismo dos que no fundo desprezam o lirismo de alguns.
Devia ser proibido a faculdade bestializada que alguns têm de complicar os sentimentos mais puros. Devia ser proibido descartar sentimentos como quem recicla momentos e depois ficar impune e adormecer facilmente.
Devia ser proibido esse desfalque intelectual! Essa impunidade desconcertante! Devia… Devia…
É tão frustrante essa globalização que nos tolhe os sentidos e nos impõe algumas regras bafejando tédio!
É tão castrador as justificativas para nos dispersarmos da autenticidade de alguns momentos em prol de uma correção pré-estabelecida que nos oprime e comprime!
Que frustrante constatação, céus…
Na verdade, mirabolantes são algumas conclusões, alguns pequenos detalhes que se enviesam sistematicamente. Alguns exórdios sem princípios.
Devia ser proibido acabar-se nessa angústia terrível de não se querer fazer mais parte dessas fantasia sombrias recauchutadas com as cores do arco-íris.
VÓNY FERREIRA _ mibsf
m.irove b.s.ferreira - 2017

A)BALADA poema de Vóny Ferreira. _ mibsf


Fechou-me as janelas como quem ventila

o bafio de um quarto tristemente angusto
Levando na mão direita a pressa do advento.
Descerrou na mão esquerda o anelo da partida 
com a destreza de quem sabe o que quer
transformando os poros em esfinges com olhar de lobo.
Manteve na mão direita a minúscula rosa amarela
que por esquecimento jamais floresceu.
Ah, soubesse eu a direção desses passos
eviscerando lírios num quintal sem corrimão
Soubesse eu desvendar o semblante do vento
nos coqueiros beliscando as cores do céu.
Mas não… nada sei …
Desconheço o acorde das guitarras alécticas
Que empunhaste triunfante como quem sabe tudo
Calçando sapatos gigantes com cores de gaivota
Alimentando rinocerontes perdidos em florestas.
Nada sei da vida e ainda tudo me surpreende
até o latido repentino dos cães da rua
assobiando o vento que vêm do lado oculto do mar
em gerúndio como se fosse uma criança a chorar.
VÓNY FERREIRA – mibsf
m.ivone b.s.ferreira - 2017

Do meu livro Memórias (a publicar)


Abarcam-se os sonhos nos rios dos afectos.

Ganham-se os dias que restam de nós...
Silenciam-se nas sombras o ardor dos momentos
Tudo se perde e no entanto, o essencial vai permanecendo intacto nas paredes de alguns corações. 
Sim, são eles que nos eternizam e nos conferem o ónus da eternidade.
Passei a vida a divagar sobre os afectos, que estranho...! 
Não sei se perdi ou ganhei tempo...! Que importa isso?
A única certeza que me fica é que tem sido essa autenticidade onde me vou movendo que me tem trazido o que de mais inesquecível pode haver no palpitar da vida.
Bons e maus momentos...!
Rechauchutamentos psiquicos e efectivos.
Aprendizado e acima de tudo a verticalidade e autenticidade de ser emoção muito para além de qualquer razºao imposta ou determinada.
A vida tornou-se mais leve para mim a partir do momento em que deixei de me angustiar com a inquietude que me vai na alma desde que me conheço como gente.
Mais do que a mulher escritora. sou a mãe, a filha, a irmã, a avó, a amiga, que se entrelaça nos braços de uma poesia que teima em me tornar A CRIANÇA QUE AINDA SOU...
Vóny Ferreira - mibsf
m.ivone b.s.ferreira.
6 de Dezembro de 2017