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domingo, 23 de outubro de 2011

"Poemas de JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA lidos por: Vóny Ferreira

Tórrida noite,
Tépido dia:
Certo mesmo é ser fria
A minha poesia.



Longa noite,
Mínimo dia:
A verdade
É ser cega a lâmina da minha poesia.


Gótica noite,
Plácido dia:
A poesia minha não fecunda as tormentas,
Tampouco afaga a brisa.


Cancerígena noite,
Ofídico dia:
Minha poesia não é amplidão e matéria florida,
Muito menos cubículo ou o estadão das partículas.


Dia-noite,
Noite-dia:
É água insossa a minha poesia..
Nem salgada, nem docílima!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA


OCEANOS VERMELHOS

A confluência que cimenta

O antebraço ao braço sangra:
Como sangra também
A gigantesca cordilheira das lembranças.



A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Sangrando além o amor, os sonhos
E a pujança da relutância.



A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Jorrando o vermelho da vida
Qual escapa das alamedas da flor desvanecida e da infância.



A confluência que cimenta
O antebraço ao braço sangra:
Se não morre nem sangra
O Sistema Solar que alimenta
A Via Láctea da Esperança!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

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