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domingo, 19 de janeiro de 2014

POEMA AO FALSO AMOR / Vóny Ferreira






Por ti ou sem ti já o nada me não cansa
Nem o ódio é amor nem a mágoa se amplifica
Apenas quisera oh… serpente traiçoeira
Arrancar da pele o veneno cravado nos meus poros
Que foste tatuando habilmente com a magia da palavra.

Porque me cativaste com esse olhar fulminante?
Porque trespassaste a saudade com lágrimas de crocodilo?
Qual foi o momento em que me escolheste para cobaia
Foi quando te apercebeste que te amava loucamente?

Porque não me deixaste à deriva naquele velho cais
Se era eu o asilo das gaivotas sem recordações?
Porque me deste a mão e me ensinaste a sonhar
Se no fundo sabias que irias abandonar?

Por ti ou sem ti já o nada me não desgraça
Rastejes ou não nas vedações minadas do meu peito
Agora que está ferida mortalmente a poesia de amor
Que nascia como um rio em direção ao teu leito
Querendo fertilizar um sentimento infecundo
Vóny Ferreira 

Dezembro 2013

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