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quinta-feira, 21 de julho de 2011

DAS CINZAS... Poema de José Silveira lido por: VÓNY FERREIRA




Da explosão de alegria, a melancolia,
consumindo-me nas horas, nos dias,
pela falta do êxtase e do prazer
que faz a sua ausência. Amor.
Solução imposta pelas algemas.
Desconforto, morbidez sem dor.

Embriaguei-me com o inimaginável,

me pintei das loucas fantasias,
e os meus olhos brilharam,
brilharam mais que os refletores,
mais que as purpurinas
e os corpos suados seminus.

A razão da decrepidez

alojou-se temporariamente
turvando a imagem... Retalhos de momentos,
tornando o “faz de conta”, verdadeiro.
E num zás... coadjuvantes inventados
se desintegraram ao raiar do dia.

Agora é esperar, mesmo que tarde ainda;

diante das superficialidades implodidas,
da razão, das verdades, das palavras despidas.
De sentir o retorno da realidade;
do seu brilho que me cega, da sua voz que me acalma.
Da volta de você... para eu ressurgir das cinzas.
José Silveira

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