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terça-feira, 19 de novembro de 2013

CONTRA-PONTO (Vóny Ferreira)




CONTRA-PONTO
(Vóny Ferreira)
Do meu olhar ausente
de repente
Aproximam-se imagens
indefinidas
O ímpeto de me querer agarrar
À luminosidade ainda filtrada
Que vejo pelo buraco da agulha.
Serei capaz de voar de novo
Agora que as asas são de papel?
Determino que serei tudo o que quiser…
Enquanto acreditar sobretudo em mim!
Num misto de determinação e desespero
Consigo transformar-me num peixe
Arfante
Que luta por se libertar
Do fio de nylon e do anzol
Que o puxam furiosamente
Para uma terra amaldiçoada.
E eis que dou comigo a jurar
Que serei capaz renascer
Mais cedo ou mais tarde
Nesse estranho arrebatamento
De me sentir maior do que sou
Para desespero de muitos…
Vóny Ferreira

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